Fatwa
A conversa da blogosfera do momento é o post da Pirex com o comentário do Vash. Tal como ele não consegui fazer um comentário pequeno por isso...aqui está:
Curiosamente Cat Stevens nasceu um mês depois de Salman Rushdie, em Inglaterra. Sua mãe era Sueca e o pai Grego.
Aos 30 anos, após a queda da sua carreira, converteu-se para Muçulmano e adoptou o nome de Yusuf Islam. Fez um casamento por conveniência e fundou uma escola Muçulmana e nunca mais se ouviu falar dele.
Após 10 anos apareceu um comentário dele a concordar com a Fatwa emitida pelo Ayatollah Khomeni ordenando a morte de Salman Rushdie.
Aqui encontra-se o primeiro problema. Uma Fatwa (Procedimento Legal) pode ser emitido por qualquer especialista na Lei Religiosa após o pedido de alguém para julgar algo. Khomeni não era apenas um Ayatollah ele era um ditador no Irão, e há muito que deixara de ser um mero religioso para ser um acérrimo politico. Isto aconteceu numa altura em que ele tinha de se mostrar como sendo o mais defensor do Islão. Ele acabara de marcar uma posição contra o Iraque e queria expandir a sua palavra por todo o mundo Islâmico.
O tiro saiu pela culatra. O apoio de países ocidentais a Khomeni caíram e no mesmo ano em que ele decretou a Fatwa que pedia a morte de Rushdie e de todos os envolvidos ele pereceu. O governo do Irão indicou que tirara a Fatwa.
Mas ainda este ano Ayatollah Khamenei, quer era Presidente da Irão no tempo que se dizia que a Fatwa fora retirada e agora é Grand Ayatollah (Líder Religioso), afirmou que a Fatwa não foi retirada pois só o Ayatollah que a emitiu a poderia retirar. Será que a mudança de posição está relacionada com o facto de na altura ele precisar do Governo do Reino Unido e agora não?
A questão é simples a Fatwa não fora emitida por um motivo religioso, mas sim por motivo politico. A Fatwa emitida nem faz sentido. Rushdie não é Muçulmano nem vive num país onde a Sharia (Lei Islâmica) tem valor. No entanto alguns tradutores do seu livro foram mortos (um Italiano e um Japonês) outro sofreram atentados, livros foram queimados e 37 pessoas morreram quando protestante contra o tradutor do livro da edição da Turquia queimaram o Hotel onde ele se encontrava. A Fatwa emitida não foi/é do que um veículo politico.
O próprio Cat Stevens ao dizer que se ele aparecesse na sua frente ele próprio era capaz de o matar, e afirmar que já pensara em telefonar ao Ayatollah apenas o fez não por ser Muçulmano, mas para ganhar dinheiro. Fazia dez anos que não editava um disco e logo começou a aparecer na televisão e desde então que manda Greatest Hits para os escaparates. Tratou-se apenas de uma forma de ganhar notoriedade.
Ainda hoje temos um exemplo idêntico, Richard Moore vende filmes que todos devoram e ele próprio não faz nada sem ser ganhar dinheiro sem ver os meios. Exemplo crasso, mete o homem que aconselhou os EUA a fornecer apoio a Osama Bin Laden a dizer num dos seus filmes que o Governo sabia que estava a ser desenhado um esquema para atacar o Pais. Tão inocente que Moore é.
Eu não condeno o Islão, eu condeno os fundamentalistas como estes dois Ayatollah's e os fanáticos que os seguiram.
Tal como nunca condenei a Católica pela Inquisição, pelas Cruzadas e pelo Nazismo. Não são as religiões que são o mal, são as interpretações dos Homens e o seu uso para politica e para bens pessoais que eu condeno, ainda agora temos o exemplo do Osama Bin Laden que emitiu uma Fatwa contra os EUA e todos os seus habitantes condenando-os à morte.
É o fanatismo aqui descrito, é o aproveitamento pessoal e a envolvência da Religião na politica e na lei que me dá repulsa.
Ainda agora se fala na despenalização do aborto e mete-se ao barulho a palavra de Deus. Mas este tema fica para depois.
Curiosamente Cat Stevens nasceu um mês depois de Salman Rushdie, em Inglaterra. Sua mãe era Sueca e o pai Grego.
Aos 30 anos, após a queda da sua carreira, converteu-se para Muçulmano e adoptou o nome de Yusuf Islam. Fez um casamento por conveniência e fundou uma escola Muçulmana e nunca mais se ouviu falar dele.
Após 10 anos apareceu um comentário dele a concordar com a Fatwa emitida pelo Ayatollah Khomeni ordenando a morte de Salman Rushdie.
Aqui encontra-se o primeiro problema. Uma Fatwa (Procedimento Legal) pode ser emitido por qualquer especialista na Lei Religiosa após o pedido de alguém para julgar algo. Khomeni não era apenas um Ayatollah ele era um ditador no Irão, e há muito que deixara de ser um mero religioso para ser um acérrimo politico. Isto aconteceu numa altura em que ele tinha de se mostrar como sendo o mais defensor do Islão. Ele acabara de marcar uma posição contra o Iraque e queria expandir a sua palavra por todo o mundo Islâmico.
O tiro saiu pela culatra. O apoio de países ocidentais a Khomeni caíram e no mesmo ano em que ele decretou a Fatwa que pedia a morte de Rushdie e de todos os envolvidos ele pereceu. O governo do Irão indicou que tirara a Fatwa.
Mas ainda este ano Ayatollah Khamenei, quer era Presidente da Irão no tempo que se dizia que a Fatwa fora retirada e agora é Grand Ayatollah (Líder Religioso), afirmou que a Fatwa não foi retirada pois só o Ayatollah que a emitiu a poderia retirar. Será que a mudança de posição está relacionada com o facto de na altura ele precisar do Governo do Reino Unido e agora não?
A questão é simples a Fatwa não fora emitida por um motivo religioso, mas sim por motivo politico. A Fatwa emitida nem faz sentido. Rushdie não é Muçulmano nem vive num país onde a Sharia (Lei Islâmica) tem valor. No entanto alguns tradutores do seu livro foram mortos (um Italiano e um Japonês) outro sofreram atentados, livros foram queimados e 37 pessoas morreram quando protestante contra o tradutor do livro da edição da Turquia queimaram o Hotel onde ele se encontrava. A Fatwa emitida não foi/é do que um veículo politico.
O próprio Cat Stevens ao dizer que se ele aparecesse na sua frente ele próprio era capaz de o matar, e afirmar que já pensara em telefonar ao Ayatollah apenas o fez não por ser Muçulmano, mas para ganhar dinheiro. Fazia dez anos que não editava um disco e logo começou a aparecer na televisão e desde então que manda Greatest Hits para os escaparates. Tratou-se apenas de uma forma de ganhar notoriedade.
Ainda hoje temos um exemplo idêntico, Richard Moore vende filmes que todos devoram e ele próprio não faz nada sem ser ganhar dinheiro sem ver os meios. Exemplo crasso, mete o homem que aconselhou os EUA a fornecer apoio a Osama Bin Laden a dizer num dos seus filmes que o Governo sabia que estava a ser desenhado um esquema para atacar o Pais. Tão inocente que Moore é.
Eu não condeno o Islão, eu condeno os fundamentalistas como estes dois Ayatollah's e os fanáticos que os seguiram.
Tal como nunca condenei a Católica pela Inquisição, pelas Cruzadas e pelo Nazismo. Não são as religiões que são o mal, são as interpretações dos Homens e o seu uso para politica e para bens pessoais que eu condeno, ainda agora temos o exemplo do Osama Bin Laden que emitiu uma Fatwa contra os EUA e todos os seus habitantes condenando-os à morte.
É o fanatismo aqui descrito, é o aproveitamento pessoal e a envolvência da Religião na politica e na lei que me dá repulsa.
Ainda agora se fala na despenalização do aborto e mete-se ao barulho a palavra de Deus. Mas este tema fica para depois.
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