Million Dollar Baby
Palavras para descrever este filme não as usarei pois o filme tem que ser visto, aliás vivido.
Este filme foi o que o Stallone quis do Rocky, um filme com Boxe mas apenas como fundo. A meu ver Eastwood conseguiu-o usando a táctica oposta de Stallone.
O filme tem muitas cenas de Boxe, 80% do filme, ou mais, passa-se no ringue ou no local de treino mas o boxe é um mero apetrecho para contar uma história linda e cheia de pontos que no fim do filme nos levam para casa a pensar no filme. Este é um aspecto fulcral a meu ver, adoro filmes que não acabam nos créditos a passar na tela do cinema, que nós os levamos para casa e pensamos nele. Tal e qual um livro.
Eastwood esteve tão brilhante na realização como na interpretação. A sua personagem assim o exigia e provavelmente ele até tem uma facilidade ao fazê-lo pelo drama pessoal que lhe aconteceu recentemente.
Morgan Freeman esteve brilhante a narrar a história e a interpretar a sua personagem. Após a nomeação pela Academia para melhor Actor por "Driving Miss Daisy" e "The Shawshank Redemption" ganhou a estatueta pelo Melhor Actor Num Papel de Suporte. Ainda bem que foi alterado para esta designação pois o seu papel não teve nada de secundário, nem a sua interpretação. Um papel ao nível dos referenciados acima e bem como do de "Seven". O problema de Morgan Freeman nunca será a sua interpretação pois em todos os filmes que participa é brilhante o papel é que pode não ser relevante.
A surpresa foi Hilary Swank. A rapariga que começou a carreira com um papel de suporte em "Buffy the Vampire Slayer - The Movie" e passou para papel principal em "The next Karate Kid" já havia ganho a Estatueta pelo papel em "The Boys Don?t Cry" em 1999. No ano de 2000 entrara noutro filme razoável "The Gift" de Sam Raimi com Keanu Reeves e Cate Blanchett. Em 2002 entrou num grandioso filme, a meu ver, "Insónia" de Christopher Nolan (vem aí com o novo Batman onde, também, entra Morgan Freeman) com Robin Williams e Al Pacino mas não chamava a atenção dos grandes Blockbusters. Com esta interpretação deu um valente murro à Academia e voltou a arrecadar a Estatueta.
Sou um bocado imparcial neste filme, admito-o. Pois tocou-me no coração pois revejo-me em certas situações. Mas acho indiscutível o que disse acima acerca da realização e interpretações. Vejam por vocês mesmos e digam-me se não é mesmo o melhor filme do ano.
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Este filme foi o que o Stallone quis do Rocky, um filme com Boxe mas apenas como fundo. A meu ver Eastwood conseguiu-o usando a táctica oposta de Stallone.
O filme tem muitas cenas de Boxe, 80% do filme, ou mais, passa-se no ringue ou no local de treino mas o boxe é um mero apetrecho para contar uma história linda e cheia de pontos que no fim do filme nos levam para casa a pensar no filme. Este é um aspecto fulcral a meu ver, adoro filmes que não acabam nos créditos a passar na tela do cinema, que nós os levamos para casa e pensamos nele. Tal e qual um livro.
Eastwood esteve tão brilhante na realização como na interpretação. A sua personagem assim o exigia e provavelmente ele até tem uma facilidade ao fazê-lo pelo drama pessoal que lhe aconteceu recentemente.
Morgan Freeman esteve brilhante a narrar a história e a interpretar a sua personagem. Após a nomeação pela Academia para melhor Actor por "Driving Miss Daisy" e "The Shawshank Redemption" ganhou a estatueta pelo Melhor Actor Num Papel de Suporte. Ainda bem que foi alterado para esta designação pois o seu papel não teve nada de secundário, nem a sua interpretação. Um papel ao nível dos referenciados acima e bem como do de "Seven". O problema de Morgan Freeman nunca será a sua interpretação pois em todos os filmes que participa é brilhante o papel é que pode não ser relevante.
A surpresa foi Hilary Swank. A rapariga que começou a carreira com um papel de suporte em "Buffy the Vampire Slayer - The Movie" e passou para papel principal em "The next Karate Kid" já havia ganho a Estatueta pelo papel em "The Boys Don?t Cry" em 1999. No ano de 2000 entrara noutro filme razoável "The Gift" de Sam Raimi com Keanu Reeves e Cate Blanchett. Em 2002 entrou num grandioso filme, a meu ver, "Insónia" de Christopher Nolan (vem aí com o novo Batman onde, também, entra Morgan Freeman) com Robin Williams e Al Pacino mas não chamava a atenção dos grandes Blockbusters. Com esta interpretação deu um valente murro à Academia e voltou a arrecadar a Estatueta.
Sou um bocado imparcial neste filme, admito-o. Pois tocou-me no coração pois revejo-me em certas situações. Mas acho indiscutível o que disse acima acerca da realização e interpretações. Vejam por vocês mesmos e digam-me se não é mesmo o melhor filme do ano.
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